29.1.10

clichê.

"Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo"
Caio F. Abreu
E lá vamos nós de novo, eu e eu mesma, nos arrepender do amor não retribuido, ou excessivamente dado.
Tolice a minha, de achar que porque mudei, tudo muda.
Nem eu sei mesma se minha mudança foi pra melhor.
Nem eu sei nada de nada.
Nem sei ao certo se o que sinto é amor, é remorso, é ferida cutucada.
Mas de uma coisa eu tenho certeza que sei.
Tô cansada.
De mudanças disfarçadas, de pessoas enfeitadas, de mentiras inventadas e acreditadas.
Cansada do não reconhecimento, do meu desencaixe no 'mundinho colorido e moderno'.
É tudo TPM, crise existencial, mas ando preferindo ficar em casa.
Eu! Ficando em casa em sextas chuvosas ou estreladas.
Eu cinza.

18.1.10


' De manhã ainda meio zureta, com rímel até a buchecha, lutando pra tentar me lembrar[...]Ontem eu era leve e faceira, hoje eu nem lembro das besteiras que às vezes melhor nem lembrar.
Só lembro com exatidão, o copo, o sal e o limão e depois meu trapézio no ar...'

9.1.10


'E assim seguimos.
Até eu deixar de ser criança.
Até eu aprender a gostar de homem ao invés de sofrer tanto por causa de uma boneca'