28.4.11

Eu queria poder desabafar e saber que tem alguém que vai me entender.
Sem me rotular, ou achar meus problemas fúteis e minha vida vazia.
Eu tenho me visto tão sozinha, sem recuos, sem ânimo, sem forças.
E por muitas vezes eu minto tanto pra mim fingindo ser uma pessoa durona e forte que até eu mesma acredito nisso, e quando olho pros lados, cá estou.
Sem ter pra quem correr e cansada da minha auto suficiência tão pseudo.
Eu sinto falta de você a cada instante.
E penso como poderia ter sido se eu tivesse agido da maneira que eu nunca pensei que gostaria de ser.
Uma menininha meiga, boba, ingênua.
Mas sempre acompanhada.
Não sei se antes só do que mal acompanhada, porque nada é pior do que a companhia da solidão.
Tô cansada e só posso desabafar comigo mesmo, tanta confusão aqui dentro tá transparecendo mais do que deveria do lado de fora.
E eu pela primeira vez em muito tempo, tô pedindo ajuda.

27.4.11



Eu tenho admirado a caminhada que tenho feito.

Caminhos talvez arriscados, às vezes lúcidos, normalmente insanos.

Uma vida inconstante de pessoas, sentimentos e responsabilidades.

Mas uma loucura em permanecer no necessário e nunca descobrir o que realmente é.

Um caminho de muitas flores, poucos amores, vários dissabores.

Muitas escolhas, poucas certezas.

Muita alegria mal distribuída num corpinho de 1 metro e 56 centímetros.

E pilantragem de sobra bem administrada.

Saudades de tanta coisa que ainda não vi, e nostalgia de tantos momentos que ainda espero.

Amor machucado mas nunca ressentido, dores que achei que nunca cicatrizariam já criando 'casquinhas'.

Esperança na mudança ao meu redor e dentro de mim.

Um caminho assim, tortuoso, confuso, infinitamente finito, eternamente singular. :)