16.12.09

da esperança.


cansada, essa é a característica da esperança da humanidade.
aliás, essa é a característica de 90% da humanidade.
então como é de se esperar e criar metas pra um ano novo? Ou um ano teoricamente novo.
Bom, pra começar faço parte dos 10% esperançosos e incansáveis.
Sou murro em ponta de faca, e acredito que nem tudo esteja perdido.
Então não quero criar metas e objetivos pra um ano 2010 perfeito.
Vou pular minha ondinhas, usar vermelho até nos dedos do pé, e desejar amor.
porque ele é a base de tudo, e eu não falo isso como uma poetiza apaixonada.
Falo como uma humana revolucionária.
O amor é a base de tudo sim, amando se quer paz, amando se é amado, e quando tudo é amor, tudo é feliz, nada é desacreditado.
Então possamos ser menos inverno e mais seres humanos.
Que possamos ver menos e enxergar mais.
Pensar mais e recalcular menos.
Que em um ano novo a gente se dê o direito de errar mais, de perdoar mais, de chorar menos, de beijar mais, de se entregar por completo, se iludir e ser consolado.
Que o ano novo seja realmente novo, limpo, claro, sorridente.
Que não precisa ser o mundo dos Smurf's mas seja um MUNDO MELHOR!
Que a gente se permita brincar, se permita gritar, não se estressar, não estressar.
Que joguemos o jogo do contente, veja o lado bom da vida.
E que os 90% virem o jogo, e o que os ultimos sejam os primeiros.
Que Deus tenha um significado novo na nossa vida.
Que nunca percamos a fé em nós mesmos, e principalmente nos próximos.
"' E se tudo isso acontecer, NÃO TENHO MAIS NADA A DESEJAR'"

14.12.09

ele sabe ;)

Já que não estou nem aí se ele percebe ou não minhas celulites e estrias, desfilo pelada e tranquila enquanto como uma caixa de amanditas.
Ele arregala os olhos: o que essa louca tá fazendo pelada no meio da sala sendo que a gente ainda nem se beijou?
Ele pede pra usar o banheiro, talvez pra conferir o bafo ou a cor da cueca. E eu me vejo na típica situação que qualquer mulher louca adoraria: sozinha, com sua carteira e seu celular.
Tô nem aí de saber da sua vida. A quantidade de recadinhos femininos no seu celular ou de canhotos suspeitos no seu talão de cheques têm a mesma importância pra mim que a quantidade de carrapatos no cachorro do meu vizinho.
Ignoro qualquer pista e continuo a devorar minhas amanditas, isso sim é um assunto importante.
Se ele vai ligar amanhã? Não sei, não quero saber, e não tenho raiva de quem sabe. Não tenho raiva de ninguém. Não tenho raiva das moças que já passaram pelo seu corpo, não quero degolar as moças que talvez ainda passem e tampouco me chatearia pensar que muitas ainda passarão.
Não importa se você vai ficar meia hora ou uma hora inteira, não importa se o homem que vai sair do banheir gosta mais ou menos de mim, ou por inteiro. Nada me importa. A não ser o desejo de subir em cima de você e experimentar de novo aquele movimento meio ponto e vírgula que você faz. Não sei explicar.
Não lembro o nome de ninguém da sua família, não quero conhecer seus amigos, não preciso que você me abrace depois, e não faço questão de ser a mulher da sua vida. O que me importa mesmo, e isso sim mais do que minhas amanditas, é que você tem o dito cujo meio torto, de uma tortura que encaixa em um lugar que eu nem conhecia. Talvez eu fosse virgem de cantinho antes de te conhecer. Você me preenche e me cavoca como ninguém.
Não tenho medo de parecer vulgar caso você me queira de quatro, não tenho medo de ficar barriguda caso eu vá por cima. Não tenho medo de ficar com cara de idiota ou de gritar muito alto. Não tenho medo de nada, afinal a gente só tem medo do que a gente ama.
Se me der sono, durmo, se me der vontade de falar um palavrão alto, falo. Se me der vontade de ir embora, desço do carro.
E o mais fantástico de tudo é que já que eu estou tão a vontade, já que meu cérebro louco não está vivendo nem no passado nem no futuro e apenas no presente do seu corpo quentinho e cheiroso e já que nada em mim dói, porque nada em mim sonha...eu nunca senti tanto prazer em minha vida.
Será que não amar ninguém e amanditas são o segredo da felicidade? Tati Bernardi.

8.12.09

' certos dias de chuva, nem é bom sair, de casa, agitar, é melhor dormir, se você tentou e não aconteceu, valeu, infelizmente nem tudo é exatamente como a gente quer'

Então, um dia de chuva é de boa, mas uma semana, é pra tirar do sério.
Mas enfim...
Cidadezinha em Minas, pessoas legais, carne fresca.
Mas mesmo assim parece que me sinto vazia mesmo cercada de mimos e tal.
Meninos lindos mas esquemas normais, pessoas normais, e piriguetes normais.
O Mundo é igual em todo o lugar e isso acaba comigo.
Tô procurando ativamente e incansávelmente a metade errada nesse mundo normal qe eu tô perdida.
Oferece-se recompensa.

3.12.09

quinta-feira amanhecida, aquela chuva, e a ferida não cicatriza.
eu tenho prova de matemática amanhã, recuperação, esse ano não foi fácil não.
a preguiça me perseguiu durante o dia, e a solidão tá apostando comigo pela noite, entro o caderno, a preguiça e a Coca-Cola, eu fico mesmo é de bate-papo comigo mesma, tentando lembrar qual é a parte de mim, que você não devolve.
e eu imploro traz de volta, ela tá fazendo falta pro meu q.i.

2.12.09

é como andar de bicicleta...

você.
faz o quê? Uns três anos pra mais que você enconsto no barranco do meu coração, tá esperando ele despencar total pra você permanecer lá.
aí do nada você resurge das cinzas e eu tento, eu insisto em não te olhar com olhos de devoção, não me entregar como se sempre tivesse sido sua, porque eu sempre fui, mas eu soquei você bem lá no fundo da minha existência e me forcei a esquecer.
e eu me garanto, é eu me garanto.
mas me entreguei e você saiu triunfante e foi embora.
eu não te odeio, eu não odeio cada parte sua que me fere constantemente, eu não odeio as comparações que eu faço com todos os outros em relação a você.
mas eu odeio o fato de você ir embora.
porque você pra mim, é como andar de bicicleta.
eu posso ficar a minha vida inteira sem andar, mas invejo quem anda.
eu posso permanecer sempre sem andar, mas quando eu te tenho eu me entrego e vejo com total auto-piedade, que eu nunca desaprendi a brincar de você.

1.12.09

amor é falta de q.i tenho cada vez mais certeza! - Caio F.


Com essa eterna mania de enrolar os dedos nos cabelos, como se escondesse os problemas entre eles, e lá todo o medo do Mundo sumisse de uma maneira rápida e insensível.

Mas o sopro do vento remexe os fios e faz com que os problemas caiam, os pelo menos os mais leves, e ela acha desnecessário recolhê-los.

Uma criança de sorriso fácil e com meias nos pés que tocam o chão.

Com uma mania insana de 'adjetivar' o mundo, as criaturas, e de supervalorizar o amor, as pessoas.

Ah menina de cabelos escurecidos e pesados de problemas, não se deixe enganar por essa vida tão tirana.

Se os problemas lhe pesam, deixe o vento triunfar sobre seus cabelos e deixe o amor comandar seu coração.

Menina do sorriso fácil, jeans fadado e pés descalços, sorria, porque só o que resta é a tua solidão.

Eterna menina, eterna criança, dos cabelos pesados e sorriso disfarçado.